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O que se espera do Enfermeiro nessa Pandemia do COVID19?

Atuação do Enfermeiro em Segurança do paciente

O enfermeiro tem sido acionado como um profissional de grande relevância no desafio de enfrentamento da Pandemia do COVID19. Afinal, lideramos a maior parte da equipe de saúde e temos no dia-a-dia a responsabilidade de resolver grande parte da demanda dos serviçso de saúde. A equipe está assustada com os riscos para a sua própria saúde e com as inúmeras, intensas e rápidas mudanças no processo de trabalho. A assistência do paciente e a gestão da equipe de enfermagem ganhou altas doses de complexidade! E assim, com tantos enfrentamentos – antigos e novos – podemos sentir o “peso” das nossas grandes responsabilidades como enfermeiro. 
 
Porém, é valioso lembrar que todos os desafios, por maiores que sejam, também trazem uma face de oportunidade. Percebemos que há nesse momento também, uma valorização e mais oportunidades de trabalho para os enfermeiros que estão capacitados para gerenciar riscos e gerenciar o cuidado. 
 
Pensando nesses desafios e nessa oportunidade para o enfermeiro é que listamos aqui um passo -a-passo, um rápido esquema das etapas da metodologia que conhecemos como práticas de Segurança do Paciente – e que tem sido a base das recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde no enfrentamento dessa pandemia. 

1-Analise o cenário– Diante da necessidade de implantar uma nova rotina, uma nova diretriz do Ministério da Saúde (como é o caso do contexto atual da pandemia) é muito comum que comecem treinamentos superficiais, leitura de documentos apenas e nenhuma avaliação do cenário de trabalho ou planejamento das mudanças para a implantação de uma nova atividade. Antes de começarmos a reagir, precisamos de um bom plano para enfrentar um desafio, especialmente um desafio gigante como esse. Analisar o cenário é primeiramente observar o processo - ver, prestar atenção, refletir sobre uma atividade e não somente lembrar ou imaginar como a atividade acontece, observe o layout do local, a maneira como as pessoas transitam, os obstáculos, os recursos materiais que são utilizados, a sequência que é realizada, se há um padrão já definido, etc. 
 
2-Identifique e priorize os riscos – Após essa observação e reflexão do líder é o momento de reunir a equipe de enfermagem (ou alguns representantes) para discussão da rotina atual (de atividades específicas, como por exemplo, o primeiro atendimento de pacientes e a necessidade de nova rotina para o atendimento de paciente com suspeita de COVID19). Essa discussão pode ser guiada por ferramentas/metodologias de levantamento de problemas (diagrama de Ishikawa, Matriz GUT, Matriz de Tolerabilidade, etc) e objetiva realizar o levantamento dos riscos de falhas, de danos para o paciente e para o colaborador. É esta etapa que denomina-se Mapeamento de Riscos (danos potenciais e impedimentos para que uma nova rotina se estabeleça). 

3- Elabore um plano de ação para implantar uma nova rotina – Nessa etapa é que se prepara o conteúdo do que vai ser treinado para a equipe. Junto com a sistematização do que será realizado (a nova atividade em si), é preciso que ajustes no processo sejam pensados e expostos em planejamento com prazos e responsabilidades definidas (para mudar a maneira ou introduzir uma nova atividade, o que será alterado nos recursos materiais, na unidade de trabalho, etc). 

4-Sistematize e treine a nova rotina - Não é suficiente apenas treinar a equipe em cuidados de enfermagem para uma determinada doença (por exemplo, primeiro atendimento de um paciente com COVID19) - é necessário treinar os aspectos técnicos (descritos em diretrizes científicas) e também a maneira de realizar tal atividade dentro da instituição (com quais recursos materiais, quais as responsabilidades de cada um, quais as dificuldades e como enfrentá-las). A padronização deve ser o resultado da junção das diretrizes cientificas e das soluções e estratégias discutidas com a equipe – ou seja, implantando protocolos institucionais. Utilize esquemas, fluxogramas, tabelas e recursos visuais que facilitem a compreensão e rápida consulta aos documentos que padronizam esse cuidado. 

5- Acompanhe a equipe, analise as falhas e as dificuldades – Para favorecer a adesão da equipe às rotinas de trabalho é fundamental envolve-los no desenvolvimento da padronização e ainda manter uma contínua comunicação sobre as dificuldades e impedimentos de cumprir essa nova rotina. É nessa etapa que podemos identificar falhas na padronização, dificuldades gerais ou específica de algum colaborador, identificação de novos problemas, e assim novas soluções. Esse acompanhamento e tratamento das dificuldades é que pode viabilizar novos ciclos de melhoria contínua. Pergunte, ouça, reúna, avalie os resultados da nova rotina – crie vínculos de confiança e abertura com a equipe. 

Esses passos são muito valiosos para organizar o seu trabalho durante a pandemia, mas pode te auxiliar em qualquer outro enfrentamento de problemas na assistência. Conhecer sobre as etapas e maneiras para gerenciar os riscos, gerenciar o cuidado te ajudará a ter mais habilidade, mais segurança profissional, mais capacidade de liderança e certamente mais resultado e destaque no mercado de trabalho. 
 
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Grande abraço
Prof. Enfª Kátia Dias
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